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Projeto prevê fim dos atuais grupos de Acesso do Rio

Grupo A e B serão fundidos e devem desfilar em dois dias de carnaval

Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro | 02/02/2012 07:00

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Foto: Divulgação/ Nelson Perez Riotur

Escolas que desfilam no sábado e na terça de carnaval podem ganhar mais destaque na TV

Há em estudo avançado um projeto que prevê o fim dos atuais grupos A e B, de escolas que desfilam no chamado “grupos de Acesso”. O projeto seria para “valorizar mais os desfiles dessas agremiações”, que atualmente não têm seu carnaval transmitido pela TV Globo, detentora dos direitos de imagem da Sapucaí. 

 A ideia consiste na fusão dos dois grupos A e B, tendo assim a formação do que está sendo chamado de “série ouro do carnaval”. Estes desfiles ocorreriam na sexta e sábado de carnaval, antes dos desfiles do grupo Especial, coordenados pela Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba). Isso daria chance para a TV Globo cobrir a transmissão regional, já que nestas datas a emissora exibe os desfiles do grupo especial de São Paulo em rede nacional.

“Só falta o ok do prefeito. No total teríamos 14 ou 16 escolas nesta ‘série ouro’, com o fim do que se chama de Acesso. Se não for aceito pela prefeitura, o projeto é chegar apenas a oito escolas no grupo A em 2014”, adianta ao iG Reginaldo Gomes, presidente da Liga das Escolas de Samba do Grupo de Acesso do Rio de Janeiro (Lesga) e presidente da Inocentes de Belford Roxo, que hoje desfila no grupo de Acesso A.

Leia também: Tudo sobre o carnaval do Rio

Em 2012, os desfiles do grupo de acesso A (com nove escolas) serão transmitidos pelo SBT. O grupo B (com onze escolas) não tem transmissão televisiva. A "série ouro" jogaria para a avenida Intendente Magalhães, subúrbio do Rio, de quatro a seis agremiações, que cairiam para o grupo C.

Cidade do Samba 2

Ainda segundo Reginaldo, a diminuição de escolas da Lesga permitiria agrupá-las em um só local, aumentando as chances de sair do papel a “Cidade do Samba 2”. “Não é fácil arrumar espaço para construir uma outra Cidade do Samba para muitas escolas. É mais um motivo para reduzirmos o número de escolas nos dois grupos de Acesso. Não temos mais espaço na área portuária para os barracões, não tem jeito. Toda a área portuária está em reformas”, afirma o dirigente.

Presidente do grupo de acesso do Rio: “A escola de samba é meu braço político”

Devido a obras na zona portuária, cinco agremiações já receberam notificação judicial para deixarem seus barracões. “Ao saírem com suas alegorias, elas não poderão retornar. Do grupo A, Santa Cruz, Cubango e Viradouro. No B, a Curicica e a Difícil É o Nome. A briga vai ser grande”, analisa Reginaldo, ainda sem previsão para a construção da segunda Cidade do Samba.

Mais: Ordem dos desfiles dos grupos de Acesso

Foto: Divulgação/Luiz Perez Riotur

Grupo de Acesso procura mais destaque em dois dias de desfile

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