Algumas marchinhas de carnaval foram consideradas ofensivas e não farão parte do repertório de alguns dos blocos de rua neste carnaval. Confira

O carnaval deste ano será um pouco diferente para alguns bloquinhos de rua . Com o constante debate sobre os preconceitos da sociedade, algumas organizações decidiram banir clássicas marchinhas de carnaval do seu repertório, como “Maria Sapatão”, “Índio quer apito”, “Cabeleira do Zezé” e “O teu cabelo não nega” por terem as suas letras consideradas como ofensivas por diversos grupos sociais. A informação é da Coluna GENTE BOA , do jornal carioca O GLOBO .

As marchinhas de carnaval serão banidas de desfiles de blocos como o Cordão do Boitatá
Reprodução
As marchinhas de carnaval serão banidas de desfiles de blocos como o Cordão do Boitatá


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Segundo integrantes de grupos como a Mulheres Rodadas, que surgiu a partir do movimento feminista no Brasil, Cordão do Boitatá e Charanga do França as marchinas de carnaval  deveriam ser banidas das apresentações nas ruas das cidades carnavalescas. “Se a gente é um bloco feminista, não temos como passar ao largo dessas coisas. Se isso está sendo considerado ofensivo, acho que a gente não deve fazer coro”, afirmou Renata Rodrigues, uma das organizadoras do Mulheres Rodadas, em entrevista concedida à rádio CBN. Entretanto, o pensamento não é unânime entre os foliões e há quem acredite que as marchinhas compõem o carnaval e não deveriam ser excluídas da festa, como afirmou o presidente de um dos mais reconhecidos blocos cariocas, o Cordão da Bola Preta.

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Músicas do verão

Não são só as marchinhas de carnaval estão sendo debatidas sobre o teor ofensivo de suas letras. Algumas músicas que estão fazendo sucesso no verão 2017 também estão recebendo algumas críticas por diversos grupos a respeito do seu teor que pode ser considerado ofensivo. Um caso é a música do MC G15, Deu onda, que estourou em dezembro do ano passado e perpetuou o seu sucesso. As críticas surgiram pela conotação sexual da música e o próprio autor criou uma versão mais “light” em que substitui a palavra “pau” por “pai”. Entretanto, a nova versão também foi apontada como ofensiva, já que o trecho em que aparece pode remeter a pedofilia.

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