Rainha de bateria agredida, destaque que caiu do carro, confusão e briga: saiba tudo que rolou no Anhembi

O carnaval é época de celebração e alegria, quando as cidades de todo Brasil ficam coloridas e cheias de vidas. Mas tudo pode mudar em questão de segundos. Como no sábado (6), segunda noite de desfiles em São Paulo, que foi marcada por discussão, agressão, nudez e mais.

Ju Isen é bruscamente empurrada por membro da Unidos do Peruche
Reprodução/Twitter
Ju Isen é bruscamente empurrada por membro da Unidos do Peruche


Talvez a ala masculina não tenha se importado quando  Ju Isen , da Unidos do Peruche, tirou a roupa em forma de protesto no meio do desfile da escola. Mas a organização se incomodou. E muito. Tanto que a rainha de bateria da  foi expulsa do sambódromo e agredida por um membro da agremiação. 

Falando em agressão, quem se meteu em uma furada foi a Vai-Vai. Antes do desfile da escola, houve um problema no áudio na avenida, o que  teria deixado um dos integrantes da escola muito nervoso a ponto de subir na cabine de som do Anhembi e agredir um dos técnicos. Segundo iG apurou, a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo vai analisar o caso e, se for confirmada agressão, o suposto surto pode custar três pontos à escola.

Ainda em São Paulo, a X-9 Paulistana teve uma de suas piores passagens pelo sambódromo. Durante o desfile, um dos destaques da escola caiu de um dos carros alegóricos e teve que ser socorrido. Conclusão: o abre-alas entrou incompleto e a escola quase estourou o tempo de desfile.

Mas nem tudo foi desastroso

Apesar do incidente na Vai-Vai, o tema França foi levado à avenida com glamour, em alas e carros alegóricos que rementiam ao perfume, ao champagne, à Torre Eiffel e ao Moulin Rouge, entre outros temas que fazem o país famoso no mundo.

Nem mesmo o calor e a fantasia pesando 15 quilos cansou o folião Nestor Ricardo Bueno, de 78 anos. Ao final do desfile, ele contou o segredo da animação. “É a alma, muito amor à escola. Eu desfilo pela Vai-Vai desde 1988, eu vou passar dos 80 anos. O samba é tudo para mim”. Nestor ainda viaja para o Rio de Janeiro, onde desfilará pela São Clemente. “Eu me preparo, faço regime, exercícios físicos”, contou.

Outra agremiação muito aplaudida foi a Mocidade Alegre, que trouxe como tema a alma do samba e a mistura com as religiões afrobrasileiras. A bateria empolgou com várias paradinhas, que levaram o público a cantar o samba-enredo.

Aline Oliveira, rainha de bateria da Mocidade, representou Oyá, a senhora dos ventos. Na dispersão do desfile, ela mostrou-se otimista. “Este ano para mim foi perfeito, eu senti uma positividade muito grande. As outras escolas também estavam maravilhosas, mas a gente está confiante, a gente vem para brigar [pelo título de campeã]”.

Na ala que retratou a Pedra do Sal, bairro onde os negros libertos faziam rodas de batuques e capoeira, estava Eunice Nunes, professora de 53 anos, que desfila há 30 anos pela Mocidade. “É um amor incondicional. Meu marido foi quem me apresentou à Mocidade. O casamento acabou, mas o amor pela escola será eterno”, disse.

A Império de Casa Verde mostrou as civilizações antigas e mitos de sociedades perdidas com o enredo do Império dos Mistérios. A Acadêmicos do Tucuruvi trouxe a fé e o sincretismo religioso, com as culturas indígena, africana e católica.

Com o enredo que trata do ato de dar e receber presentes, a Dragões da Real mostrou criatividade. Na Comissão de Frente, a manhã de Natal lembrou a magia que a data representa para as crianças.

*Com informações da Agência Brasil







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