Confusão e quebra-quebra interrompe a apuração do carnaval de São Paulo na tarde de ontem (21)
A Liga das Escolas de Samba de São Paulo anunciou na tarde de hoje (22) que vai aguardar o término da investigação policial para decidir quais as punições cabíveis para as agremiações envolvidas no tumulto que interrompeu a apuração do carnaval paulistano.
“Não podemos suspender nenhuma escola sem que o inquérito tenha terminado”, disse o presidente da entidade, Paulo Sérgio Ferreira, em entrevista coletiva. Segundo ele, caberá ao conselho de ética da Liga – formado por três presidentes de escolas de samba – decidir as punições, que podem variar entre advertência, multa, descensão ou banimento. “Nenhuma escola envolvida vai sair impune”, garantiu.
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O presidente explicou ainda que Tiago Tadeu Farias, da Impero de Casa Verde, e Cauê Santos Pereira, da Gaviões da Fiel, presos após a invasão da mesa da comissão julgadora durante a apuração não são ligados à diretoria das escolas. Segundo ele, a informação foi confirmada nas atas das entidades.
JURADOS
Segundo Paulo Sergio, a mudança de dois jurados na quinta-feira, um dia antes dos desfiles, foi comunicada a todas as agremiações por telefone e por escrito. O presidente garantiu, no entanto, que todos os substitutos são suplentes, com condições de avaliar as escolas. “Não entrou nenhum corpo estranho”, ressaltou.
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Em reunião antes do início da apuração, a decisão por manter a validade das notas dos jurados substitutos foi tomada pelo voto de oito escolas. Se opuseram a decisão Rosas de Ouro, Camisa Verde e Branco, Mancha Verde, Vai-Vai e a campeã, Mocidade Alegre.
Um dos jurados substituídos foi André Vicente, de samba–enredo. Em carta entregue à Liga, ele alegou falta de experiência. O julgador foi substituído por David Sead. A outra mudança foi no quesito mestre-sala e porta-bandeira. Saiu Daniel Ghanem – que optou por ser jurado no Rio de Janeiro – e entrou Marcos Malaquias Marques, que pertence ao quadro da Liga há oito anos.
INVASÃO
Paulo Sérgio Ferreira também informou que a responsabilidade pelas pessoas que entram na pista no dia apuração é dos presidentes das escolas de samba. “Nós entregamos nove pulseiras para cada presidente. Não fazemos nenhuma pulseira a mais. Se ele (Tiago Tadeu Faria, da Império, que rasgou as notas de comissão de frente) estava com a pulseira, ela saiu das mãos do presidente da escola”, garantiu.
A Liga disse ainda que havia 120 seguranças no sambódromo no momento da apuração. A entidade ficou de estudar um novo modelo de leitura das notas para 2013. “Com 25 anos de carnaval, nunca aconteceu um fato desse. O máximo foi uma cadeira, uma garrafa de água que não chegou nem perto da mesa. Não temos registro de algo desse tipo”, disse sobre a invasão.