Ellen Rocche: rainha que brilha em São Paulo, pela Rosas de Ouro, e na Sapucaí, pela Porto da Pedra
Elas não valem nota, mas são um dos momentos mais esperados em um desfile de escola de samba. As rainhas e madrinhas de bateria precisam rebolar – nos sentidos literal e figurado – para segurar o posto, que está constantemente ameaçado pela concorrência. Afinal, não há passista que nunca sonhou em brilhar em frente aos ritmistas.
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Em São Paulo, o mais comum é encontrarmos rainhas de bateria vindas da comunidade desfilando ao lado da madrinha famosa. Mas não há regras para o posto. Há aquelas que reinam sozinhas no coração da escola. Independentemente da companhia, todas revelam a sensação do trono da mesma forma. “A emoção é indescritível. Parece que o coração está saindo pela boca”, conta Quitéria Chagas, que vai apadrinhar os ritmistas da Unidos de Vila Maria.
Andréia Gomes, da Tom Maior é a rainha de bateria há mais tempo no posto
A apresentadora Tânia Oliveira, apesar de completar cinco anos na Tom Maior, vai desfilar pela primeira vez na bateria da agremiação. “Já fui destaque, já abri o desfile. Cada lugar tem o seu encanto, mas a bateria foi um presente que ganhei”, garante.
DANÇA DAS RAINHAS
E houve muita mudança para este ano. Entre as 21 ocupantes das cortes dos ritmistas, dez delas são novidades. Para não perder o reinado, as escolas exigem dedicação e comprometimento. Camila Silva, da Vai-Vai, considerada uma das melhores rainhas em atividade em São Paulo, sabe bem o que é isso. “O reconhecimento é bom, mas não é tudo. Não subo no salto só por ser rainha”, diz a musa, que é muito grata ao apoio que recebe na agremiação do Bixiga. “Se sou o que sou hoje é porque a comunidade me ajudou. Quando cheguei na escola, não conhecia ninguém”, lembra-se.
Veja quem são as musas que prometem brilham no sambódromo do Anhembi: