O iG reuniu alguns dos melhores ritmistas da Grande Rio e, com mestre Ciça, criou infográfico que mostra como funciona a bateria da escola


Foi assim: na rua Barata Ribeiro, em Copacabana, na zona sul do Rio, um time de ritmistas chegou ao imóvel de número 181 vestindo a camisa da Grande Rio e tendo às mãos todos os tipos de instrumentos usados por uma bateria de escola de samba.

Sob o comando do mestre Ciça, Tuca levava seu chocalho, Formigão tinha o surdo de primeira, Júnior Baiano carregava o repique, Bigú da 15 transportava a caixa, Fabiano levava seu tamborim e Bruno tinha outra caixa. Também eram transportados agogô, atabaque, cuíca, surdo de resposta e outros instrumentos.

O grupo passou cerca de cinco horas em um dos estúdios da “Cia. dos Técnicos”, que funciona dentro de uma galeria e até 2009 foi o palco da gravação dos sambas-enredo que embalam a Sapucaí - em 2010 o registro passou a ser feito na Cidade do Samba, ainda sob os cuidados da companhia.

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No estúdio, cada instrumento foi gravado separadamente, no ritmo do samba-enredo de 2011 da Grande Rio, para permitir que o internauta conheça o som da bateria, considerada o coração de qualquer escola de samba.

O engenheiro Mário Jorge Bruno, responsável pela gravação dos discos de samba-enredo desde a década de 1980, comandou os equipamentos de som. Quem também participou foi a equipe de infografistas do iG , que ao longo das semanas seguintes preparou esse instrutivo infográfico, que ganhou medalha de prata no prêmio internacional Malofiej . O resultado desse esforço agora está à sua disposição. Divirta-se!



Conheça os ritmistas: 

Moacir da Silva Pinto , o Mestre Ciça, tem 56 anos de vida e 40 de carnaval. É diretor de bateria desde 1988, quando assumiu a função na Estácio de Sá. Passou também por Unidos da Tijuca e Viradouro e está na Grande Rio desde 2010.

Janaíne Conceição Pereira da Silva , a Tuca, 28 anos, é neta de integrante da Acadêmicos da Rocinha. Interessada por música, ingressou na banda da escola e hoje é secretária da bateria da Grande Rio, onde toca chocalho.

Jefferson Dantas , o Júnior Baiano, 24 anos, integra a bateria da Grande Rio desde os 13 anos. Um primo foi diretor de bateria. Atualmente toca repique e dá aulas de percussão na Grande Rio.

Bruno Gentil , o Formigão, 25 anos, ganhou o apelido em 2000, quando desfilou na ala das crianças da Grande Rio com uma fantasia de formiga. Hoje toca surdo de terceira e é coordenador desse intrumento na escola de Caxias.

Alexsandro Silva , o Bigú da 15, 25 anos, é auxiliar de rampa no aeroporto do Galeão e aprendeu a gostar de samba com o irmão e um primo, que eram ritmistas. Hoje, Bigú toca surdo de terceira na bateria da Grande Rio.

Bruno Ricardo Domingues , 33 anos, toca em bateria de escola de samba desde os 15 anos, quando estreou na São Clemente. Aos 21 passou a integrar a Grande Rio, onde toca caixa.

Fabiano de Almeida Costa , 23 anos, estreou no carnaval aos 13 anos. Hoje toca tamborim na Grande Rio.

Mário Jorge Bruno é engenheiro de gravação e sócio-gerente da Cia. dos Técnicos. Junto com Laila, integrante da Comissão de Carnaval da Beija-Flor, Bruno é produtor do disco de sambas-enredo do carnaval carioca. 

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