Salgueiro levou a literatura de cordel para a Sapucaí
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Salgueiro perdeu o título de campeã do carnaval carioca de 2012 por dois décimos, somando um total de 299,7 pontos contra os 299,9 da campeã Unidos da Tijuca. Apesar de ter ficado em segundo lugar, a agremiação apresentou um dos melhores sambas-enredo da safra desse ano e contagiou a Avenida com a garra de seus componentes.
Na apuração desta quarta-feira (22) o Salgueiro perdeu pontos nos quesitos mestre-sala e porta-bandeira, evolução e comissão de frente.
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O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira do Salgueiro, Gleice Simpatia e Sidcley, desfilaram representando o sol e o luar do sertão. Em diversas ocasiões, o mestre-sala tocou triângulo ao ritmo do xote e arrancou aplausos da platéia.
Terceira escola a desfilar na segunda noite, com o enredo “Cordel Branco e Encarnado”, o Salgueiro trouxe toda a cultura nordestina, com referências a heróis e vilões da literatura de cordel e repentistas. O samba caiu na boca do povo: “Salgueiro é amor que mora no peito / Com todo respeito, o rei da folia / Eu sou o cordel branco e encarnado / “Danado” pra versar na academia”.
Superação com garra
Os problemas em sua última alegoria repetiram o pesadelo do carnaval 2011 quando a Acadêmicos do Salgueiro era apontada como favorita ao título e um carro quebrado acabou com as chances da escola conquistar o campeonato.
Com desfile rico e repleto de detalhes para contar com o enredo “Cordel Branco e Encarnado”, a escola da Tijuca trouxe Valeska Popozuda, vestida de diaba e com os seios à mostra. A funkeira também era o destaque principal do carro que quebrou no ano passado.
A comissão de frente representou um espetáculo de festas medievais, usando bonecos na coreografia. Com várias musas, o Salgueiro atraiu todas as atenções já na concentração. Adriana Bombom, Sophie Charlotte, Milena Nogueira e até a musa gordinha Vânia Flor, descoberta em um ensaio de quadra, mostraram muito samba no pé. Emocionada, Bombom chegou a beijar o chão da Sapucaí.
Além do colorido das alas criadas pelo carnavalesco Renato Lage, a Academia do Samba ousou com uma paradinha em ritmo de forró, quebrando a batida do samba. As arquibancadas reagiram efusivas pela criatividade do mestre Marcão.
Viviane Araújo, rainha de bateria do Salgueiro
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Os ritmistas, vestidos de bando de Lampião, tiveram à frente Viviane Araújo, a rainha que mais levantou a Sapucaí. As baianas vieram armadas como Maria Bonita e o samba funcionou, como era de se esperar.
O último título da vermelho e branca foi em 2009, com o enredo “Tambor”, também dos carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage.