Escola volta a comemorar título do carnaval carioca após jejum de 33 anos. Conquista de 2017 é a 22ª da agremiação, maior vencedora da história

Imagem do desfile da Portela, campeã do carnaval do Rio de Janeiro em 2017
Divulgação/Riotur
Imagem do desfile da Portela, campeã do carnaval do Rio de Janeiro em 2017

Logo que a apuração dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro começou ficou bem claro que seria uma disputa intensa e decida no mínimo detalhe entre a Portela, que não ganhava um carnaval desde 1984 e batera na trave em 2016, e a Mocidade Independente de Pàdre Miguel, em jejum desde 1996 e escola anterior do carnavalesco Paulo Barros

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"O Brasil precisa da Portela ", disparou aos gritos e muito emocionado o presidente da agremiação, Luis Carlos Magalhães. Além de superar o incômodo jejum, a escola que é a maior campeã do carnaval do Rio de Janeiro, agora com 22 títulos, superou um duro trauma que foi o assassinato do presidente da escola, Marcos Vieira de Souza, o Falcon, em setembro do ano passado. "Eu tenho certeza que ele [Marcos Falcon] tá muito feliz, esse presente é para ele", disse Gilsinho, integrante da velha guarda.

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Bianca Monteiro no desfile da Portela
Divulgação/Riotur
Bianca Monteiro no desfile da Portela

"Essa é a nossa hora. Eu só tenho que agradecer a Deus", disse entre lágrimas a rainha de bateria da escola Bianca Monteiro. A musa havia prometido mais cedo tatuar o samba da escola em 2017. "A vitória não é da Portela, é de todas as escolas e tem que defender a bandeira do samba", divagou o extasiado presidente da agramiação de Madureira. "Eu vou tomar todas", emendou tia Suri. 

Triunfo aguardado

Paulo Barros assumiu a direção de carnaval da escola com uma missão  muita clara: devolver o passado glorioso da escola de Madureira. Em 2017, a Portela já era apontada como favorita, mas Mangueira e Beija-Flor polarizavam os palpites dos especialistas. "O portelence é igual a brasileiro, não desiste nunca", definiu Gilsinho da Portela logo após soltar o grito de campeão.

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