Escola que levou a memória da música para a avenida enfrentou problemas com o desmoronamento de carro alegórico e corre riscos de rebaixamento

Quarta escola a desfilar na madrugada de segunda para terça-feira na Marquês de Sapucaí, a Unidos da Tijuca trouxe um samba-enredo que conta uma história de ficção sobre a evolução da música norte-americana, baseada em um encontro entre Pixinguinha e Louis Armstrong - que realmente aconteceu, em 1957. No entanto, o que prometia ser um idílio na Sapucaí se transformou em um pesadelo.

Alegoria da Unidos da Tijuca
Riotur/divulgação
Alegoria da Unidos da Tijuca

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Uma infelicidade comprometeu o desfile da Unidos da Tijuca logo no princípio com a desintegração de um carro alegórico da escola em plena avenida deixando 16 pessoas feridas, duas em estado grave. A atriz Aline Dias, de "Malhação", estava na aaleforia que teve sua estrutura afundada. O episódio gerou  muita apreensão no sambódromo entre os componentes da escola, jornalistas e público em geral.

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Por um breve momento a escola não sambava em plena Marquês de Sapucaí. Depois que grande parte das vítimas do acidente foram socorridas, a Tijuca começou a evoluir, ainda que timidamente, pela passarela do samba. 

A escola só atrasou um minuto, encerrando seu desfile com 76 minutos, um a mais do que o tempo regulamentar prevê. Independentemente do desconto de um ponto, a avaliação do desfile da escola também deve ser comprometida em quesitos como evolução, alegorias e adereços e harmonia.

O carro quebrado, por exemplo, teve que passar pela avenida apagado, com poucos integrantes e alguns bombeiros, o que também vai custar pontos à escola. Quantos pontos, no entanto, ainda é incerto.

A rainha de bateria da Unidos da Tijuca, Juliana Alves
Riotur/divulgação
A rainha de bateria da Unidos da Tijuca, Juliana Alves

Certo é que a Tijuca corre sérios riscos de ser rebaixada. Em um carnaval tão competitivo como o do Rio de Janeiro, a única chance da escola da zona norte permanecer na elite é se as fatalidades ocorridas nos desfiles das outras escolas tiverem um impacto ainda maior na avaliação dos jurados.

Parte dos integrantes chorou durante o desfile, por causa do acidente e dos problemas que podem acarretar em rebaixamento. A escola está no Grupo Especial desde 1999, quando foi campeã da Série A. A Tijuca foi campeã três vezes nos últimos sete anos no Grupo Especial.

Veja o vídeo do momento do acidente:


Enredo

Em 2017, a Unidos da Tijuca homenageou o papel dos negros na música norte-americana, como Beyoncé, Jay-Z e Rihanna. A a escola de samba carioca contou a história da música a partir de um encontro que realmente aconteceu entre Louis Armstrong e Pixinguinha, nos idos de 1957. 

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Acidente prejudica desfile da Unidos da Tijuca
Reprodução/Globo
Acidente prejudica desfile da Unidos da Tijuca

A Unidos da Tijuca levou 28 alas e seis alegorias para a avenida e homenageou ícones da música norte-americana como Madonna, personficada por uma exuberante Juju Salimeni, Beyoncé, vivida por Ludmilla, e Elvis Presley, representada pela rainha das rainhas Juliana Alves .

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