Estreante no Grupo Especial, escola da Baixada Fluminense abriu os desfiles do carnaval do Rio

Fundada em 1993, estreante no Grupo Especial, a Inocentes de Belfold Roxo , primeira escola a desfilar no domingo, deve amargar o último lugar depois da apuração de quarta-feira (dia 13).

Se o sonho era permanecer na elite, bastaram, no fim, pouco mais de uma hora de pouca inspiração visual e desorganização na harmonia entre as alas. Não faltou luxo às fantasias e às gigantescas alegorias, estas e aquelas de gosto duvidoso, contudo. O carnavalesco Wagner Gonçalves faz a linha Joãosinho Trinta.

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O desastre, fundamentalmente, tem origem na escolha do enredo, o inacreditável “As sete confluências do Rio Han”, que retratou a Coreia do Sul e os 50 anos de imigração de seus habitantes para o Brasil.

Para se ter uma ideia da dificuldade de contar tal saga, a escola só conseguiu menos de dez coreanos para desfilar. Ainda levou um calote da Associação Brasileira de Coreanos, que prometeu uma verba de R$ 2,5 milhões em patrocínio que, em grande parte, não veio. O dinheiro deve ter ficado no fundo do Rio Han.

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Para complicar, ficou evidente o nervosismo que tomou conta da agremiação da Baixada Fluminense – na intimidade conhecida como Caçulinha – ao abrir os desfiles da noite e enfrentar setores do Sambódromo ainda um tanto vazios e frios.

Louve-se a garra de alguns componentes, em especial da correta bateria. A elegância do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Rogério Dorneles e Lucinha Nobre, ex-Portela. E um samba-enredo em tom menor que, de pouco usuais versos longos, tirou leite de pedra na voz potente do puxador Wantuir, ex-Grande Rio.

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