Com erros de alegoria, fogo e até passista passando mal, escola faz uma péssima apresentação e deve ser prejudicada nas notas

Com a atual campeã Unidos da Tijuca, sob a batuta de Paulo Barros , entramos no campo das inovações, as quais, aliás, não são bem novidades, pois já bastantes conhecidas do grande público desde 2004, com o famoso Carro do DNA, primeiro exemplo a conceituar as chamadas alegorias humanas. Mais do que discutidas, as sacadas do carnavalesco são aguardadas, para o bem ou para o mal.

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As surpresas prometidas por Barros deram errado desde o início: o carro abre-alas, largo demais, bateu na lateral; algumas esculturas tiveram de ser retiradas e outras foram seguras por componentes.

Além disso, o abre-alas sofreu um princípio de incêndio. O Corpo de Bombeiros teve de entrar em ação, para socorrer destaques que estavam no alto do carro, participando do desfile de maneira involuntária. Um desastre. Com certeza, a escola será penalizada com a perda de pontos no quesito alegoria.

Pior: toda a apresentação – que contou a história da Alemanha (leia-se patrocínio), tendo como fio condutor o deus Thor, que é da mitologia da Escandinávia, acabou prejudicada. A escola não evoluiu como se espera; esteve lenta em alguns trechos, acelerada em outros.

O abre-alas voltou a dar problema antes da chegada à Praça da Apoteose, área de dispersão. Simplesmente parou. Os diretores da escola tiveram de desfazer a estrutura acoplada de dois carros.

Como saldo positivo, a irreverência de misturar bonecos de Playmobil com vikings, e as citações das obras dos irmãos Grimm e da “Cavalgada das Valquírias”, de Wagner.

Mas, ao fim e ao cabo, foi frustrante. Desta vez, deu xabu para Paulo Barros que, de certa forma, foi “amaldiçoado” pelos deuses que cantou. O bicampeonato ficou distante.

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