Portela

Portela
  • Nome
    GRES Portela
  • Fundação
    11/04/1923
  • Posição em 2015
    3ª Colocada
  • Enredo
    “Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar"
  • Carnavalesco
    Paulo Barros
  • Intéprete
    Gilsinho
  • Cores Oficiais
    Azul e branco
  • Mestre de Bateria
    Nilo Sérgio
  • Ordem do desfile
    Quinta escola a desfilar na segunda-feira, 27

Sobre a escola

História
A Portela surgiu em 1923 a partir de um episódio envolvendo blocos de Oswaldo Cruz, subúrbio da zona norte do Rio. Naquela época havia várias agremiações no bairro, mas só uma, a Quem Fala de Nós Come Mosca, tinha autorização da prefeitura para desfilar. A Baianinhas de Oswaldo Cruz saia em outro horário e usava a mesma autorização. Mas, devido a brigas durante o desfile das Baianinhas, a Quem Fala de Nós proibiu o outro bloco de usar sua autorização. Alguns sambistas do bairro, então, sugeriram unir todas as agremiações em um mesmo grupo e assim surgiu o Conjunto de Oswaldo Cruz. Em 1929, o bloco passou a se chamar Quem Nos Faz é o Capricho e, em 1931, Vai Como Pode. Só em 1935 é que ganhou o nome Portela. A escola é a maior campeã do carnaval carioca, com 21 títulos, mas seu último campeonato foi conquistado em 1984. Vítima de um incêndio na Cidade do Samba, que atingiu o seu barracão e os da Grande Rio e União da Ilha, a Portela não foi julgada em 2011, quando apresentou o enredo “Rio, Azul da Cor do Mar”. Em 2016, a escola ficou como 3ª colocada na apuração final, com 269,70 pontos e o enredo "No voo da águia, uma viagem sem fim".

Vem conhecer esse amor

A levar corações através dos carnavais

Vem beber dessa fonte

Onde nascem poemas em mananciais

Reluz o seu manto azul e branco

Mais lindo que o céu e o mar

Semente, de Paulo, Caetano e Rufino

Segue seu destino e vai desaguar

A canoa vai chegar na aldeia

Alumia meu caminho, candeia

Onde mora o mistério, tem sedução

Mitos e lendas do ribeirão

Cantam pastoras e lavadeiras pra esquecer a dor

Tristeza foi embora, a correnteza levou

Já não dá mais pra voltar (ô iaiá)

Deixa o pranto curar (ô iaiá)

Vai inspiração, voa em liberdade

Pelas curvas da saudade

Oh mamãe orayeyeo vem me banhar de axé orayeyeo

É água de benzer, água pra clarear

Onde canta um sabiá

Salve a velha guarda, os frutos da jaqueira

Oswaldo Cruz e Madureira

Navega a barqueata aos pés da santa em louvação

Para mostrar que na Portela o samba é religião

O perfume da flor é seu

Um olhar marejou sou eu

Quem nunca sentiu o corpo arrepiar

Ao ver esse rio passar

Bianca Monteiro

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