Ao iG, Tati e Ana Paula falam sobre relacionamentos, fantasias de carnaval e gastos durante a festa brasileira


O avô corintiano passou a paixão pelo time para toda a família. Em pouco tempo o amor pelo futebol seguiu dos estádios para as quadras da escola de samba Gaviões da Fiel. Assim, desde pequenas, Ana Paula  e Tati Minerato  começaram a frequentar os ensaios da agremiação, onde uma é musa e a outra, rainha de bateria.

Eles não aguentam a pica de ficar com mulheres que chamam muita atenção”. (Ana Paula Minerato)

“Minha irmã sempre teve um desenvolvimento corporal maior do que o meu. Sempre fui mais menina. E nunca fui muito da dança. Minha irmã dança muito melhor, sem dúvida nenhuma. A oportunidade bateu para ela, mas sem problema nenhum. Para mim, carnaval é só um ou dois meses no ano e o resto é trabalho, estudo”, afirmou Ana Paula, que está focada em seu curso de teatro e cinema. “Não sei se um dia vou seguir essa profissão, mas sei que está me fazendo muito bem hoje. É o que vou fazer por enquanto. Me mudou como pessoa. Tudo que não amadureci nos últimos dez anos, amadureci nos dois anos que estou estudando artes cênicas”, analisou Ana Paula.

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Já Tati está há oito anos à frente da bateria da escola e desses, sete no cobiçado posto de rainha. Dedicada, não falta aos ensaios da agremiação, pelo contrário, aproveita como preparação para corpo e fôlego (são três na quadra e um no sambódromo semanalmente).

"No meu caso, que sou rainha de bateria, fico durante todo o período do desfile, ou seja, uma hora e dez minutos. Fora aquela fantasia que é pesada, chegando a vinte quilos. E dançar, cantar, não é fácil. Mas os ensaios ajudam muito a manter a forma e pegar esse pique do desfile”, afirmou Tati.

Dedicação e investimento

Para cada semana de ensaios, Tati faz questão de investir uma boa grana em sua fantasia. “O pessoal que vem para a quadra vê a rainha com outros olhos. Então a gente está ali para transmitir alegria, mostrar um pouquinho do que vai levar para a avenida. Acho importante vir semifantasiada, porque quem está na quadra quer ver uma rainha bonita, montada", explica Tati. Para cada uma dessas peças, Tati chega a gastar R$ 6 mil.

Já a fantasia principal, que costuma contar com muitas pedras, franjas e pedrarias, custa mais de R$ 30 mil. “Até o dia do desfile, a conta está aberta. Vai colocando sempre uma coisa a mais, uma pedra, um novo material. Prefiro deixar o valor em aberto, mas passa de R$ 30 mil todo ano. Às vezes, mais. Às vezes, muito mais”, conta Tati.

Já aconteceu bastante coisa. Mas acho que no elevador, nunca rolou. É uma fantasia diferente". (Tati Minerato)

Ana Paula já acha os valores gastos com as fantasias muito altos, mas não deixa de entrar na avenida com uma bela peça. “Os valores cobrados para a gente são bem altos mesmo. Uma caixinha que vem cem pedrinhas e não dá para nada, sai R$ 300. E você precisa de, no mínimo, umas vinte caixinhas. É um valor alto. Fico com dó de dar o dinheiro. Dá um aperto no coração”, destaca Ana Paula, lembrando que dá para comprar um carro com a grana. “Tem que realmente fazer por amor. Se não tiver na energia, na vibe, vai gastar o dinheiro e ficar frustrada.”

Outras fantasias

Aproveitando o clima de carnaval, Tati, que é casada com o diretor de eventos da Gaviões da Fiel, contou que já realizou uma de suas fantasias sexuais no sambódromo, no dia do desfile. “Durante a avenida, seria impossível. Também não tenho esse foco das pessoas ficarem olhando. Meu negócio é juntinho, só eu e meu marido. Mas já rolou na concentração. Não é todo ano, mesmo porque é difícil, tem muita gente. Foi uma coisa de momento”, contou a rainha de bateria.

Sobre alguma outra fantasia que gostaria de realizar, Tati revela: “Já aconteceu bastante coisa. Mas acho que no elevador, nunca rolou. É uma fantasia diferente. Mas hoje em dia tem câmera em tudo, não dá. Tem que ser naqueles bem velhinhos”, se diverte.

Por outro lado, Tati e a irmã se negam a realizar a fantasia de muito marmanjo por aí. As irmãs, com frequência, recebem convites para programas a três. “Os homens veem loiras, gostosonas... Ao vivo e a cores, no cara a cara, os homens não chegam. A gente acaba intimidando. Mas já rolou de aparecer esse tipo de proposta por email. E os caras chutam alto o valor”, contou Tati, revelando que já ofereceram mais de R$ 20 mil para uma despedida de solteiro. “A gente leu e deu risada, jamais. É uma coisa que logo a gente descarta”, contou.

Prefiro deixar o valor em aberto, mas passa de R$ 30 mil todo ano. Às vezes, mais. Às vezes, muito mais". (Tati, sobre preço de fantasias)

Cadê os homens?

Sobre a aproximação dos homens, aliás, as irmãs garantem que a falta de approach não é apenas quando eles têm a intenção de fazer propostas mais ousadas. “Os homens não chegam. Eu mesma danço na frente da bateria e os caras pedem para tirar uma foto e tal, tranquilo. Agora, chegar para paquerar, eles ficam com medo”, garante Tati. Sorte do marido.

Já para Ana Paula, que está solteira, isso não é tão bacana assim. “É um problema das meninas da mídia, sério mesmo. Até lá no ‘Pânico’, uma vez a gente teve uma conversa e, realmente, os caras não chegam. Eles falam na sua cara ‘linda, gostosa, sou seu fã’, mas nada a mais. Eles devem ter no subconsciente que não vai dar certo nunca”, desabafa a ex-panicat, que vê como única solução dar em cima do pretendente. “Talvez a iniciativa tenha que ser da menina”, aponta.

E quando pensa em seus relacionamentos anteriores, Ana Paula afirma o que tirou de lição sobre homens e garotas famosas ou poderosas. "Eles não aguentam a pica de ficar com mulheres que chamam muita atenção."

Irmãs Minerato em ensaio na Gaviões da Fiel
André Giorgi
Irmãs Minerato em ensaio na Gaviões da Fiel