Confusão e quebra-quebra na apuração de São Paulo resulta em carros alegóricos em chamas
O prefeito Gilberto Kassab pediu punição às escolas envolvidas na confusão durante a apuração das notas do carnaval de São Paulo, nessa terça-feira (21). “Seremos implacáveis”, disse ele durante uma coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (22), no Anhembi.
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Kassab afirmou que não vai tolerar o fato de o incidente ter relação com algum dirigente: ele foi taxativo ao dizer que não descarta romper com a Liga das Escolas de Samba de São Paulo caso seja identificada a responsabilidade de alguma escola. "A festa não é da Liga, e sim da cidade." Segundo ele, todas as medidas serão tomadas após o encerramento das apurações da polícia civil."Os recursos públicos não podem ser repassados a uma entidade que comete ilegalidade", completou.
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O prefeito ainda disse que a Prefeitura de São Paulo investiu R$ 23 milhões no carnaval deste ano. E, pelo contrato, está estabelecido que a segurança é de responsabilidade da Liga das Escolas de Samba. Por conta do incidente, Kassab adiantou que a Prefeitura de São Paulo passará a assumir a segurança do evento. Inclusive, fará o esquema de segurança do desfile das campeãs deste ano. Kassab finalizou sua explanação dizendo que o episódio ocorrido foi "lamentável”, mas que serve de lição.
Atualmente, cabe à Liga das Escolas de Samba a organização do carnaval. A entidade é contratada pela prefeitura para fazer o evento e deve cuidar do sorteio da ordem de desfile, a programação de ensaios técnicos, o credenciamento de imprensa, a segurança do evento, etc. Até 2011, as agremiações estavam divididas em duas agremiações - Liga e Superliga - e a organização do carnaval estava dividida entre as duas.
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Corre-corre e muita confusão marcaram a apuração dos desfiles das escolas de samba de São Paulo. No momento em que eram lidas as notas do último quesito, Comissão de Frente, representantes das torcidas avançaram sobre a mesa de apuração e rasgaram envelopes e folhas com as anotações dos jurados. "As escolas têm de saber perder. O jogo é jogado", disse o presidente da Liga das Escolas de Samba, Paulo Sérgio Ferreira logo após a invasão.
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A Mocidade, que até o momento da confusão tinha 160 pontos - contra 159,8 da Rosas de Ouro - acabou decretada a campeã do carnaval de São Paulo horas depois. A escola, no entanto, suspendeu a festa de comemoração por conta do tumulto.
Durante a invasão do palco onde ficava a mesa de apuração, grades de proteção foram derrubadas e, mais tarde, um carro alegórico que estava na dispersão foi incendiado.
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Thiago Faria, de 29 anos e integrante da Império da Casa Verde, foi o rapaz quem subiu à área reservada e rasgou as notas que ainda seriam lidas. Ele foi identificado pela polícia e já está preso. Cauê Santos Pereira, de 20 anos, membro da Gaviões da Fiel, também foi detido. Os dois deverão ser indiciados pelos crimes de vandalismo e danos ao patrimônio público e vão responder na Justiça.
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