Escola apresentou enredo sobre a Guiné Equatorial e teria recebido aporte do governo do país regido por um ditador

A Beija-flor de Nilópolis é a campeã do carnaval do Rio de Janeiro em 2015. Com o polêmico enredo sobre a Guiné Equatorial, a escola liderou a apuração das notas e bateu o Salgueiro por três décimos. Este é o 13º título da Beija-flor, campeã pela última vez em 2011.

Antes mesmo de desfilar na Marquês de Sapucaí, o enredo já causava falatório. Retratando a história de Guiné Equatorial, a agremiação teria recebido um financiamento de até R$ 10 milhões, valor que teria sido doado pelo presidente do país africano, Teodoro Obiang Nguema.

O problema é que Nguema governa o país há mais de 35 anos e acumula uma extensa lista de acusações de violações de direitos humanos, desde execuções extra-judiciais, tortura, prisões arbitrárias e repressão violenta a protestos.

Polêmicas à parte, a Beija-Flor fez bonito na avenida com o samba-enredo "Um Griô conta a história: um olhar sobre a África e o despontar da Guiné Equatorial. Caminhemos sobre a trilha de nossa felicidade".

Para retratar o país, a escola abriu mão de suas cores azul e branco e começou sua apresentação em verde, destacando a floresta que pode ser vista do alto quando se chega à capital Malabo. Eram 25 mulheres com seios à mostra no carro abre-alas, que teve Claudia Raia como deusa soberana.

A apresentação bastante colorida abordou a força e alegria do país que vem se destacando economicamente e investindo em infraestrutura e melhoria das condições de vida de seus habitantes, segundo muitas passagens do desfile.


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