A escola teria recebido cerca de R$ 10 milhões do presidente da Guiné Equatorial para contar a história do país na avenida

O presidente de honra da Beija-Flor, Anísio Abraão Davi, ficou irritado ao ser questionado sobre o patrocínio que a escola teria recebido do ditador da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema, de cerca de R$10 milhões, para retratar a história do país na avenida. 

Em entrevista após o final do desfile da madrugada desta terça-feira (17), Anísio negou a polêmica. "Não sei de nada disso . Não recebi nada", comentou.

Visivelmente irritado, ele confrontou os repórteres. "Todo mundo tem patrocínio, por que indagar somente a Beija-Flor?"

Ele ainda exaltou sua escola. "Quem começou a fazer desfiles com carros luxuosos fomos nós. Isso ninguém diz", completou.

Nguema é uma espécie de ditador em Guiné Equatorial, que está no poder há mais de 35 anos e acumula uma extensa lista de acusações de violações de direitos humanos, desde execuções extra-judiciais, tortura, prisões arbitrárias e repressão violenta a protestos.

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