Escola de Nilópolis teria recebido cerca de R$ 10 milhões do presidente do país africano, que é acusado de vários crimes

Antes mesmo de desfilar na Marquês de Sapucaí, o enredo escolhido pela Beija-Flor já causava muita polêmica. Retratando a história de Guiné Equatorial, a escola de Nilópolis teria recebido um financiamento de até R$ 10 milhões, valor doado pelo presidente do país africano, Teodoro Obiang Nguema .

O problema é que Nguema é uma espécie de ditador em Guiné Equatorial, já que está no poder há mais de 35 anos e acumula uma extensa lista de acusações de violações de direitos humanos, desde execuções extra-judiciais, tortura, prisões arbitrárias e repressão violenta a protestos.

Polêmicas à parte, a Beija-Flor fez bonito na avenida com o samba-enredo "Um Griô conta a história: um olhar sobre a África e o despontar da Guiné Equatorial. Caminhemos sobre a trilha de nossa felicidade". 

Para retratar Guiné Equatorial, a escola abriu mão de suas cores azul e branco e começou sua apresentação em verde, destacando a floresta que pode ser vista do alto quando se chega à capital Malabo. Eram 25 mulheres com seios à mostra no carro abre-alas, que teve Claudia Raia como deusa soberana .

A apresentação bastante colorida abordou a força e alegria do país que vem se destacando economicamente e investindo em infraestrutura e melhoria das condições de vida de seus habitantes, segundo muitas passagens do desfile.

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