Escola faz uma viagem ao universo infantil e leva brinquedos e super-heróis à avenida

Vamos brincar? É hora do recreio na Marquês de Sapucaí. A União da Ilha do Governador desfilou brinquedos e brincadeiras na avenida na noite desta segunda-feira (3). O enredo da escola é um resgate à memória afetiva da melhor fase da vida e também traz à tona a identidade da União, que se caracterizou por desfiles leves e brincalhões. 

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A rainha Bruna Bruno veio à frente da bateria vestida de Mulher Maravilha. "Este ano vim para laçar o título para a União. Este ano o título é nosso e ninguém tasca", disse ela, que estava com um traje mais coberto do que o habitual para as rainhas. "Prefiro sempre uma fantasia mais comportada e seguir o roteiro do carnavalesco."

A atriz Letícia Spiller , bailarina na vida real, colocou sapatilhas e acompanhou o Soldadinho de Chumbo no alto de um dos carros do lúdico desfile. Um baú de sete metros de altura passeou pela avenida acompanhado de dois artistas australianos, um soldadinho e uma bailarina, que giravam no ar sobre hastes flexíveis. Pura diversão na Marquês de Sapucaí. 

Solange Couto , que ficou famosa pelo bordão "Não é brinquedo não", na novela "O Clone", de Gloria Perez, chegou chorando à dispersão. "Não desfilava havia dez anos. Chorei ouvindo a avenida repetir 'Não é brinquedo não'."

Uma ala de patins com 60 integrantes sobre rodas, uma mesa de pebolim enorme e um bebê gigante engatinhando pela Sapucaí foram destaques da União da Ilha. E assim como fez a paulistana Dragões da Real , a União da Ilha também desfilou uma ala a de integrantes vestidos de cubo mágico.

Um carro que representava uma fábrica de brinquedos produzia presentes a todo vapor enquanto integrantes num trenó aremessavam presentes aos espectadores, encantados com a chance de voltar à infância e poder relembrar seus brinquedos favoritos. Emília, Viconde, Pinóquio, Woody  e Buzz Ligthyear, de Toy Story, entraram em bando para a alegria da arquibancada

Mas um incidente na avenida: um telão de videogame, que trazia um destaque no topo, começou a tombar durante o desfile. No entanto o desfile terminou sem risco para o integrante na escola, que foi retirado com um guindaste. "Deu medo, mas pela escola eu faço tudo", disse o rapaz. 

(Colaborou Carlyle Jr., especial para o iG) 

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Veja o samba-enredo da União da Ilha: "É brinquedo, é brincadeira, a Ilha vai levantar poeira!": 

Abra o baú da memória,
pegue um brinquedo
e invente uma história.
Relembre a alegria desta herança.
Levante a poeira, volte a ser criança!
Sonhe! Deixe para trás a realidade.
Sua lembrança é a porta da felicidade.

De origem diversa.
Antigo ou moderno.
Pelo encanto que desperta,
ele será sempre eterno.
Pode ser o tipo que for:
de qualquer tamanho,
matéria, forma ou cor.
Quer saber onde ele é feito?
Em uma fábrica fantástica!
E depois, presente na vitrine
ou naquele comercial de TV.
Como se lhe dissesse:
“- Me compre, eu quero você!”

E não serve só para divertir.
Ele tem tanto para ensinar,
quanto temos para aprender.
A cada dia descubra novidades.
Com cada pecinha montada,
crie novas prendas, novas cidades.

Assim vivendo e aprendendo,
nem sempre ganhando,
nem sempre perdendo.
Lembre que jogar era o seu viver.
No meio da garotada, com a sacola do lado, só jogava pra valer.

Surgem novas formas de competição.
Avance no tempo e irá conhecer,
numa tecnologia de última geração,
o invencível herói, você pode ser.

E se caso pegar algo na estante,
verá que ele também está aqui.
Fala, pensa, anda e age como gente.
Atua nos palcos e nas telas;
saídos de algum livro ou gibi.

Saia por aí como um livre petiz!
No campo ou na cidade,
no morro ou no asfalto.
Pra lá do seu quintal,
por esse imenso país.

Brinque com o que a terra lhe dá:
Barro, madeira, palha, lata...
Seja um pequenino travesso; párvulo; piá.
Menino ou menina; pirralho; moleque.
Um maroto cazuza; guria ou guri.
Garoto ou garota; fedelho; pivete;
baixinho; erê; curumim; bacuri.
Pequerrucho grande, insulano brincante.
Folião errante; um gaiato pimpolho.

Olha a União da Ilha aí meu povo,
segura a marimba!
Empina a pipa, vá brincar de roda;
de pique-esconde. Correr e pular,
que a brincadeira não tem hora.
“- Ciranda cirandinha,
vamos todos cirandar...”

Molecada simbora!!!
A reinação terminou.
Encerrada a viagem,
redescubra a importância,
de uma bela infância.
Dignidade e respeito.
Amor e proteção.
Afinal de contas,
lembre que ser criança...
Não é brinquedo não!

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