Com a ausência do Azeitona Sem Caroço, no Leblon, bloco ganhou mais público; foliões capricharam na criatividade

Enquanto o Centro do Rio de Janeiro e seus arredores estavam completamente parados com a passagem do Cordão da Bola Preta, mais de 10 mil foliões, segundo as estimativas da RioTur, pularam um tradicional carnaval na Gávea ao som dos ritmistas do bloco Escangalha.

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"Esse é nosso sétimo ano de desfile. Nosso bloco preza por sambas-enredo tradicionais, o que hoje é bem difícil de acontecer nos blocos da cidade. Fora que é bem localizado, cheio de gente bonita... É sensacional", disse ao iG Felipe França , de 35 anos, um dos fundadores e diretores do grupo. Entre as músicas tocadas, sambas antigos e de raiz tomaram espaço, como "A Batucada dos Nossos Tantãs", "Não Deixe o Samba Morrer", "O Ti Ti Ti do Sapoti", "Eu vou Botar Teu Nome na Macumba", entre outros.

Além da alegria, o Escangalha se preocupou com a segurança dos foliões. Para ajudar a prevenir (já que extinguir é uma tarefa quase impossível) os furtos na muvuca, o bloco espalhou 40 seguranças particulares pelo percurso que começou na Rua Major Rubens Vaz, passou para a Rua Quintino Cunha, e parou na Praça Santos Dumont.

Entre o público presente, muitas crianças pequenas conseguiram curtir o carnaval com seus pais e muito confete. Mas a faixa-etária em geral era bem misturada. Reinaldo Bocelli , de 51 anos, por exemplo, é morador da Gávea e pula carnaval há 20 anos na região. Ele chamou atenção pelo chapéu com a frase "Operação Sexo Todo Dia: Eu Apoio. Mas...". Mas o quê, Reinaldo? "Ué, depende, né? Só posso com minha patroa", brincou.

A 'Mulher Maravilha' não perdeu a folia dos bloquinhos de carnaval do Rio de Janeiro
Nina Ramos
A 'Mulher Maravilha' não perdeu a folia dos bloquinhos de carnaval do Rio de Janeiro


A criatividade dos foliões também foi posta em prova. "Isso não é uma regra, mas o pessoal se produz muito para o bloco mesmo. Como a gente não vende camisa, isso acaba incentivando o público a resgatar o clima do carnaval de raiz", completou Felipe. "Todo ano, por exemplo, a gente tem um grupo de meninos que aparece vestido de bailarina. Eles fazem sempre uma coreografia quando a bateria passa, você vai ver", falou.

Dito e feito. Quando o bloco estava no meio do percurso, uma gritaria e aplausos denunciaram a hora do show dos bailarinos (veja no vídeo abaixo). Na pista, mestre-sala e porta-bandeira deslizavam os pés à frente da bateria. Em tempo: o que ajudou a lotar ainda mais o Escangalha foi a ausência do Azeitona Sem Caroço, no Leblon. O bloco não foi para a rua esse ano por decisão interna dos organizadores.

Assista aos vídeos dos foliões:






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