Cerca de 60 músicos, principalmente de instrumentos de sopro, agitaram o fim do sábado de carnaval no intitulado “mais democrático desfile da folia”

“Bloco? Não, eu sou da diretoria da Banda. É bem diferente”. A correção, cheia de graça, foi feita por Eduardo Mendes, da diretoria da Banda de Ipanema. Neste ano, o grande grupo que forma um dos mais tradicionais desfiles da folia carioca, comemora 50 carnavais na orla do bairro da zona sul do Rio de Janeiro. Para festejar, não faltou, é claro, um parabéns puxado no gogó (veja no vídeo abaixo) pelo público presente neste sábado (1).

Até quem não encarou a multidão e acompanhou a passagem da banda (formada por 60 músicos) das varandas dos apartamentos de luxo da Avenida Vieira Souto levantou os dedinhos para o alto e arriscou passos de samba. “O primeiro movimento da Banda era dar voz para a rua. A gente não queria uma revolução, era só um movimento para manifestar. E seguimos na rua. São 50 carnavais democráticos. Aqui, todo mundo é bem recebido”, disse Eduardo.

De fato, o público da Banda é um tremendo caldeirão. Tem patricinha e mauricinho da zona sul do Rio, tem público gay, travestis, senhorinhas que só querem ouvir música da boa, garotada na pressão para faturar beijinhos de carnaval e muito mais. Jonas Nichollas, de 22 anos, por exemplo, sai todo ano na Banda “montada” com a Família Caco de Vidro. “É o único lugar que eu saio produzido. Eu me divirto na Banda, me sinto acolhido, à vontade. É só no carnaval mesmo, para zoar”, disse ao iG.

A banda desfilou pelas ruas Jangadeiros (concentração), Gomes Carneiro, Avenida Vieira Souto, Rua Joana Angélica, Av. Visconde de Pirajá e voltou para a Praça General Osório. E perdeu a passagem da turma? Terça-feira de carnaval tem mais!


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