Escola estreou na elite do carnaval carioca com enredo que falava da Coreia do Sul e dos 50 anos da imigração de seus habitantes para o Brasil

O carnaval da Inocentes de Belford Roxo não foi suficiente para segurar seu lugar na elite das escolas de samba do Rio de Janeiro. Com 291,1 pontos, a agremiação volta para o Grupo de Acesso. Como termo de comparação, a campeã, Vila Isabel, teve 299,7 pontos. 

Foi curto o passeio da escola da Baixada Fluminense pelo grupo especial das escolas do Rio de Janeiro. Em sua primeira vez no grupo A, a Belford Roxo veio, viu, e se mandou de novo para o grupo B. A pouca inspiração visual e desorganização na harmonia entre as alas, além do enredo mal escolhido, o inacreditável “As sete confluências do Rio Han” - que falava da Coréia do Sul e dos 50 anos de imigração de seus habitantes para o Brasil, foram fundamentais para que a Belfort Roxo não tivesse boas notas.
Para se ter uma ideia da dificuldade de contar tal saga, a escola não conseguiu dez coreanos para desfilar. Ainda levou um calote da Associação Brasileira de Coreanos, que prometeu uma verba de R$ 2,5 milhões em patrocínio que, em grande parte, não veio.

Louve-se a garra de alguns componentes, em especial da correta bateria. A elegância do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Rogério Dorneles e Lucinha Nobre, ex-Portela. E um samba-enredo em tom menor que, de pouco usuais versos longos, tirou leite de pedra na voz potente do puxador Wantuir, ex-Grande Rio.


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