Em mais um "enredo CEP", patrocinado por cidade, Estado ou país, escola teve Gaby Amarantos como destaque; houve falhas técnicas e outras humanas

Depois de amargar o 10º lugar no ano passado – uma das mais baixas colocações da escola em tempos recentes – a Imperatriz Leopoldinense tratou de se precaver: arrumou um enredo CEP (aquele patrocinado por uma cidade, Estado ou país). Vestiu-se de Pará ou, como diz o longo título da apresentação, “Pará, o muiraquitã do Brasil: sobre a nudez forte da saudade, o manto diáfano da fantasia”. 

Se não é um tema dos mais originais, prestou-se bem ao Carnaval do trio de carnavalescos Cahê Rodrigues, Mário e Kaká Monteiro, com elementos coloridos e pitorescos. Desfile, assumidamente, para inglês ver. Não há nada de mau nisso, desde que bem feito.

A Imperatriz fez direito e emocionou. O carro abre-alas, com a coroa-símbolo da escola, provocou um belo efeito utilizando-se de alumínio recortado. A alegoria que mostrou o Mercado Ver-o-Peso foi coberta por alimentos de verdade – àquela altura da noite, despertou fome em muita gente nas arquibancadas.

Os ritmos e as danças do Pará mereceram destaque no grande carro Tecnoshow, com luzes de neon e LED; como destaque, a divertida cantora Gaby Amarantos, rainha do tecnobrega.

O cortejo encerrou com uma romaria de fé, representando o Círio de Nazaré. A imagem de Nossa Senhora, contudo, ficou de fora, para evitar problemas com a Igreja.

Enxuta, com 3,2 mil componentes divididos em 32 alas – para efeito de comparação, a Mangueira, que estourou tempo, evoluiu com quatro mil componentes, 500 deles só na bateria – a agremiação de Ramos e do Morro do Alemão não irá repetir a péssima colocação do ano passado. Daí a ganhar o 9º campeonato são "outros quinhentos". Houve branco entre as alas, provocado pelo atendimento do Corpo de Bombeiros À pessoa que passou mal no alto do carro do Ver-o-Peso, que soltou fumaça.

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