Mistura de rock com samba não deu certo e escola da Vila Vintém deve ficar na turma de baixo na tabela de pontuação

Polêmica. De novo relacionada diretamente com a escolha do enredo. Que, mais uma e outra vez, foi escancaradamente patrocinado. Pois é difícil de acreditar que uma escola de samba ia escolher, de livre e espontânea vontade, um enredo sobre rock. Ou, melhor explicando, um enredo sobre um determinado festival de rock: “Eu vou de Mocidade com samba e Rock in Rio por um mundo melhor”. Houve comentários, à boca pequena dentro da própria agremiação, que falava em crime de lesa-samba.

Exageros e preconceitos à parte, a coisa não funcionou. Em mais uma prova de que acertar um patrocínio nem sempre quer dizer dinheiro em caixa para gastar à vontade, o carnavalesco Alexandre Louzada foi obrigado a improvisar com material “alternativo e sustentável” e reduzir os custos que, numa escola de grande porte, pode chegar a R$ 10 milhões por desfile.

Resultado: faltou brilho. Embora não tenha faltado empolgação aos componentes da Mocidade, que toparam a ideia do “é o samba-rock, mermão”. A evolução também esteve correta. O samba-enredo, o pior da noite.

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No mais, foi um desfile literal de grandes nomes do gênero – só de Fred Mercury tinha mais de 50.

Gente que nunca pisou no Sambódromo deu as caras, pegando carona. Renato Russo, Cazuza e Raul Seixas foram devidamente homenageados. O macróbio Serguei fez uma participação especial. A bateria conduzida pelos mestres Bereco e Dudu realizou uma paradinha, para Evandro Mesquita elevar-se num elevador e fingir um solo de guitarra (o som deu problema). As baianas, radicais, rodaram com cabelo punk de plástico. Constrangedor.

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Um desfile, que se propunha ousado e irreverente, acabou comum e óbvio, e que deve deixar a Mocidade Independente na turma de baixo na tabela de pontuação.

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